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Impossível Você

É tanta ânsia, amor! 
Eu fico esperando a tua volta 
Se demoras 
Chego a pensar que tu não vens. 

A saudade 
Do vivido e apaixonado ontem 
Pesa por demais 
Machuca o coração! 
Às vezes, quando a tarde chega 
O ar seu vai de meu peito 
Eu busco a brisa no jardim 
Ela se esconde 
Eu chamo o vento, que não responde! 

Na verdade 
È a ti que eu procuro 
É de ti que eu necessito. 

Não sei como fazer 
Pra guardar a brisa 
Reservar o ar da manhã 
Ficar em sintonia permanente 
Com você. 

Nada pode ficar bem 
Quando nos falta um bem! 
O amor é como mar imenso 
Revolto, azul... 
É preciso atravessar a areia 
Ultrapassar as ondas 
Romper a espuma 
Para atingir o núcleo central 
O profundo e tranqüilo das águas 
Do mistério. 

Eu vou lutando, amor! 
O sonho de um mundo livre 
Não me deixa sossegar 
A causa do oprimido 
É desafiante e atraente para mim. 

A paz é uma bandeira 
Que levo pelas noites... 
O impossível me fascina! VOCÊ! 
 

Zé Vicente

25/06 Sofrimento não aceito - Pe. Zezinho, scj

Milhões de pessoas aceitam o sofrimento. E espelham-se na vida dos mártires que os precederam, principalmente em Jesus de Nazaré, que para os cristãos é o mártir dos mártires. Para eles, Jesus explica a dor. Foram capazes de aceitá-la em virtude do testemunho e da força de Jesus. Mas não acontece com todos. Muitos não conseguem resolver a sua perplexidade diante da dor e da cruz de algum ente querido. É o que levou muitas mães, muitas filhas, muitos filhos e muitos pais a perderem a fé ou a mudarem de religião. Não aceitaram a explicação dada para o sofrimento que tiveram que enfrentar. Nenhuma palavra as confortou. A Bíblia lembra esta passagem: 

Pássaros, irmãos pássaros!

Avaliais a beleza de vossas plumas, a magia do vosso cântico, o encanto do vosso vôo?

Estais livres de orgulho e vaidade, ou também precisais defender-vos dessas fraquezas 
que tanto nos humilham? 

Que alegria deveis sentir com os primeiros volteios dos vossos filhotes, e como deve ser inesquecível o ensaio de seus primeiros cantos! 

Já experimentastes, certamente, no ar, em busca do horizonte, 
- voar, voar, voar! - até tombares de cansaço e de emoção! 

Que sentis quando vos prendem em gaiolas, e como conseguis cantar quando vossas asas provam que nascestes para a liberdade? 

Que pensais de belas vozes humanas? 
Chegam a aproximar-se dos vossos cânticos? 
Quando um de vós morre, há tristeza! 
Ou acreditais que também vós ressuscitareis? 

Senhor, em nome dos que não tem voz para cantar, vos ofereço os mais belos cânticos dos vossos pássaros! 
E vos peço que os homens se envergonhem de lhes criar prisões. 

Prisões para quem recebeu de vós a missão de voar! 
Que os homens se envergonhem de ouvir cânticos de pássaros prisioneiros, quando o canto precisa mais da liberdade que as próprias asas! 
 

 

Dom Helder Câmara

Retrato de Mãe

Retrato de Mãe

Há uma mulher que tem algo de Deus pela imensidade de seu amor, e muito de anjo pela incansabilidade de seu cuidado;  uma mulher que, sendo jovem, tem a maturidade de uma anciã e que, na velhice, trabalha com o vigor da juventude; uma mulher que, se é ignorante, resolve os problemas da vida com mais acerto que um sábio, e, se é instruída, se adapta à simplicidade das crianças; uma mulher que, sendo pobre, se satisfaz com a felicidade daqueles que ama, e que, sendo rica, com prazer daria seu tesouro para não sofrer em seu coração a ferida da ingratidão;
uma mulher que, sendo vigorosa, estremece ao primeiro choro de um pequenino, e que, sendo fraca, se reveste, às vezes, da bravura de um leão; uma mulher que, enquanto vive, não sabemos estimar, porque, junto dela todas as dores se esquecem, mas que, depois de morta, daríamos tudo o que somos e temos para vê-la de novo um só instante, para receber dela um só abraço e para ouvir dela uma só palavra. 
O nome dessa mulher, se não quereis que eu inunde de lágrimas este álbum, não me exijais, porque ela já passou em meu caminho. 
Quando crescerem os vossos filhos, lede a eles esta página. E eles, cobrindo de beijos a vossa fronte, vos dirão que um humilde peregrino, em paga da suntuosa hospitalidade recebida, deixou, aqui, para nós, um esboço do retrato da sua mãe. 

 

Romón Angel Yara

Fonte: Paulinas.org.br

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